terça-feira, 25 de setembro de 2012

Semiramis, Ninrode e Tamuz

Abaixo um video em espanhol do pastor Michael Rood sobre a origem do mito de Semiramis, Ninrode e Tamuz!






sábado, 15 de setembro de 2012

Babilônia -


Documentário em 9 partes sobre a Babilonia, é so entrar no canal e ver as outras partes.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Templo de Jerusalem ou Segundo Templo

O Templo de Jerusalém (em heb בית המקדש, beit hamiqdash) é o nome dado ao principal centro de culto do povo de Israel.


O Segundo Templo foi reconstruído durante a dominação persa, no mesmo local em que foi construído o Templo de Salomão, ou seja, no Monte Moriá. O Segundo Templo foi o templo que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém, quando acabou o cativeiro Babilônico.

Segundo o relato bíblico, a reconstrução do templo foi designada pelo imperador persa Ciro II.
No ano 539 a.C., Ciro apodera-se da Babilônia e ordena o repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que, segundo a descrição presente no livro de Esdras, terá tido lugar sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu.

O segundo templo tinha uma estrutura bem menos suntuosa do que do primeiro, nele fazia parte vários símbolos pagãos, com a vinda de um novo império mundial os romanos e a conquista da região de Jerusalém foram escolhidos pelos judeus Herodes para administrar a região conquistada pelos romanos, ele ampliou o templo.
O Templo era uma branca e dourada estrutura que brilhava ao sol. Era construído de pedras monumentais: elas tinham aproximadamente 12m de comp., 4m de altura e 6m de largura. Uma escadaria de doze degraus conduzia até o pórtico que media aproximadamente 45 m de altura e 45 m de largura.

13- Fachada do templo e vestíbulo com 12 degraus;
14- Escadas;
15- Santo;
16- Santo dos Santos;
17- Parte posterior  com celas;

Dentro da nave ficavam apenas a mesa da Proposição, o Candelabro (menorá) e o altar do incenso. O Santo dos Santos era vazio, fato que Pompeu verificou, espantado, quando conquistou a cidade. Ao redor do Templo havia salas que aumentaram ainda mais o seu tamanho. Um véu de tapeçaria mesopotâmica pendia na abertura da nave, e outro fazia a separação entre o Santuário e o Santo dos Santos, a exemplo da separação que já existia no Tabernáculo e no Templo de Salomão.
O Templo remodelado por Herodes ganhou arquitetura de forte influência helenística- a fusão da cultura grega e oriental.


No século I a.C., Herodes, o Grande, ordena uma remodelação ao templo, com o propósito de agradar a César, tendo mandar construir num dos vértices da muralha a Torre Antónia, uma guarnição romana que dava acesso directo ao interior do pátio do templo, essa modificação é considerada por muitos judeus como uma profanação, não se podia mudar a arquitetura do templo, Deus havia dado o modelo a Davi, e ordenou que se seguisse o modelo pré-determinado por Ele. A mudança que Herodes fez simbolizava uma profanação para os judeus.


1- 14 degraus até ao patamar;
2- Patamar
3- 9 portas (4+4+1), cada uma com 5 degraus e êxedra interior;
4- Porta oriental com uma êxedra e uma câmara alta.
5- Êxedras de entrada com 2 colunas;
6- Átrio das mulheres
7- Porta Coríntia, com 15 degraus (semicirculares?)
8- Muralha entre as mulheres e os homens;
9- Átrio dos homens, em torno do átrio dos sacerdotes
10- Muro de separação do átrio dos sacerdotes
11- Átrio dos sacerdotes
12- Altar dos holocaustos, com a rampa a sul;

Este templo  acabaria também por ser destruído em 70 DC, desta vez, pelas legiões romanas comandadas pelo imperador romano Tito. Calcula-se que mais de um milhão de judeus morreram na Grande Revolta contra Roma. Deste templo atualmente só restou o que conhecemos como o Muro das Lamentações, e a mesquita que foi construída no lugar do templo.

Muro das Lamentações, hoje a atual mesquita onde antes estava localizado o Templo de Jerusalém

Durante o mês de julho, mais precisamente dia 20 é relembrada uma das datas mais fortes e marcantes do calendário judaico, o Tishah B’ Av: a destruição do templo, ou, melhor, dos templos, porque tanto o Templo construído por Salomão, quanto o Templo restaurado por Herodes, foram destruídos na mesma data.

Desde a expulsão de Jerusalém por Tito até 1948, os judeus exilados espalharam-se pelo mundo. Historiadores defendem que, quando isso acontece, em cerca de seis gerações a cultura de um povo se perde por completo, extinguindo toda uma história. O povo judeu conseguiu manter sua cultura, mesmo disperso por muitos países.
Mesmo com a vinda dos judeus para Jerusalém e com a criação do então sonhado estado de Israel o terceiro templo judeu não foi construído, alguns ainda sonham com esse templo, outros falam que o terceiro templo será construído com a chegada do messias, para os judeus ele será o construtor do terceiro templo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Templo de Salomão

A construção de uma casa permanente para substituir o tabernáculo, sempre ocupou o pensamento de Davi, e, por isso, tratou logo no principio de seu reinado, de armazenar os materiais necessários à realização de seu plano, 2Sm 7; 1Rs 5.3-5; 8.17; 1Cr 22; 28.11 a 29.9.
Deus se agradou da proposta de Davi, mas disse-lhe que, uma vez que Davi tinha derramado muito sangue na guerra, seu filho (Salomão) teria o privilégio de fazer tal construção.

Davi ajuntou 100.000 talentos de ouro e 1.000.000 de talentos de prata, para os gastos da casa do Senhor, 1Cr 22.14. Além disso, deu ele de seu bolso 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata; e os príncipes contribuíram com 5.000 talentos de ouro, 10.000 soldos de ouro, e 10.000 talentos de prata, fazendo um total de 108.000 talentos de ouro, 10.000 soldos de ouro e 1.017.000 talentos de prata.

Esta soma equivale a quase 4,9 milhões de dólares, ou quase 2,4 milhões de dólares, se fizermos o cálculo pelo sistema de peso mais reduzido. Todo o material amontoado foi posto à disposição do rei Salomão para a construção do templo e ainda sobejou 1Rs 7.51; 2Cr 5.1. 
Salomão deu principio à obra no quarto ano de seu reinado e completou-a dentro de sete anos e meio, 1Rs 6.1,38, seguindo o plano arquitetônico que Davi recebera mediante inspiração.
A aliança de Salomão com Hirão, rei de Tiro, facilitou a aquisição de madeiras do Líbano e de hábeis artífices.
O rei escolheu obreiros em todo o Israel, 30.000 homens, que ele mandava ao Líbano por seu turno, dez mil cada mês, 1Rs 5.13.


O templo foi levantado sobre o Monte Moriá, no lugar que tinha sido mostrado a Davi seu pai, na eira de Ornã, jebuseu, 2Cr 8.1,  e onde Abraão teria levado seu filho Isaque para sacrificá-lo, sendo salvo disso por um anjo que proveu outro sacrifício.

O plano geral obedecia ao mesmo plano do tabernáculo; as dimensões eram em dobro e as ornamentações mais ricas.
A divisão entre o santo dos santos e o lugar santo era feita de tábuas de cedro, forradas de ouro de ambos os lados, e tinha duas portas de pau de oliveira, decoradas com palmas, querubins e flores, e também forradas de ouro, 1Rs 6.16,21,31,32; 2Cr 8.14.


O templo, uma esplêndida estrutura, seguia o plano geral do tabernáculo. Contudo, as dimensões internas do Santo e do Santíssimo eram maiores do que as do tabernáculo. O Santo tinha 40 côvados (17,8 m) de comprimento, 20 côvados (8,9 m) de largura e, evidentemente, 30 côvados (13,4 m) de altura. (1Rs 6:2) O Santíssimo era um cubo de 20 côvados de lado. (1Rs 6:20; 2Cr 3:8) Adicionalmente, havia câmaras, sobre o Santíssimo, que tinham aproximadamente 10 côvados (4,5 m) de altura. (1Cr 28:11) Havia também uma estrutura lateral, ao redor do templo, em três lados, contendo câmaras de armazenagem, e assim por diante. — 1Rs 6:4-6, 10.

Todos os utensílios do Lugar Santo eram de ouro: o altar do incenso, as dez mesas dos pães da proposição e os dez candelabros, junto com seus acessórios. Ao lado da entrada do Santo (o primeiro compartimento), erguiam-se duas colunas de cobre, chamadas “Jaquim” e “Boaz”. (1Rs 7:15-22, 48-50; 1Cr 28:16; 2Cr 4:8.) O pátio interno era construído de pedra e de cedro de excelente qualidade. (1Rs 6:36) Os acessórios que havia no pátio — o altar dos sacrifícios, o grande “mar de fundição”, dez carrocins para bacias de água, e outros utensílios — eram de cobre. (1Rs 7:23-47) Havia refeitórios no perímetro dos pátios. — 1Cr 28:12.



Este templo durou até 607 AEC, quando foi destruído pelo exército babilônico chefiado pelo Rei Nabucodonosor. (2Rs 25:9; 2Cr 36:19; Je 52:13) Por causa do desvio de Israel para a religião falsa, Deus permitiu que as nações fustigassem Judá e Jerusalém, às vezes despojando o templo de seus tesouros.


Quando Israel foi derrotada pelos babilônios o povo judeu ficou preso na babilônia, este primeiro templo foi destruído e saqueado pelos babilônios.  Ciro, rei dos persas, derrotou Nabuconosor e libertou os judeus, alguns quiseram voltar para Jerusalém os que ficaram mandavam dízimos para Jerusalém. Surge nesse processo as sinagogas onde era muito parecido com o templo de Jerusalém, no entanto, nesses lugares não acontecia os sacrifícios.


Na construção do segundo templo,  Zorobabel, Neemias e Esdras, decidiram reconstruir o grande santuário. O Segundo Templo foi reerguido no mesmo local onde antes havia sido construído o Templo de Salomão. Após o fim do cativeiro babilônico, muitos judeus regressaram para Jerusalém e, por iniciativa de Zorobabel, Neemias e Esdras, decidiram reconstruir o grande santuário, que se manteve erguido entre 515 a.C. e 70 d.C, servindo de centro de culto e adoração do Judaísmo.

Foi após o regresso da Babilônia que o formato da religião judaica que se conhece atualmente passou a existir. Os cultos centravam-se nas sinagogas, existentes até hoje, um hábito adquirido no cativeiro, devido à ausência do Templo de Salomão, que havia sido destruído pelo rei Nabucodonosor. Esses locais funcionavam como um ponto de encontro dos judeus para as orações e leitura das Escrituras. Somente depois de ser reerguido o Segundo Templo é que os judeus voltaram a fazer sacrifícios ao Deus Altíssimo.